Soldando com Eletrodo Revestido: Vantagens e Desvantagens

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Também chamado de ‘Soldagem Manual a Arco Elétrico’, o processo de soldagem com Eletrodo Revestido se utiliza de um circuito elétrico que mantém um arco que converte potência elétrica, ou combustível, em calor.

Este calor gerado pelo arco de solda é de grande intensidade e concentração, o que faz com que o eletrodo revestido seja imediatamente fundido sobre a peça de trabalho. O soldador possui controle do processo, devendo manter um espaçamento consistente entre o eletrodo e a poça de fusão. Quando o arco é removido, o metal altamente aquecido (em estado líquido) se resfria e solidifica, mantendo a integridade da peça.

 

Vantagens da Soldagem com Eletrodo Revestido

Uma das maiores vantagens da soldagem com eletrodo revestido é a ampla gama de metais e ligas que podem ser utilizados. Há procedimentos e eletrodos disponibilizados para soldar aços carbono e de baixa liga, aços de alta liga, aços revestidos, aços-ferramenta e para matrizes, além de aços inoxidáveis e resistentes ao calor, ferro fundido, cobre e suas ligas, níquel e ligas de cobalto.

As máquinas de soldar eletrodo revestido, como a CST 280, costumam ser de uso facilitado (não há necessidade de longos treinamentos) e excelente custo/benefício. Além disso, elas são geralmente portáteis, permitindo carrega-las com facilidade para seu uso em empresas e no campo. A CST 280, por exemplo, possui apenas 18 kg e além do Eletrodo Revestido realiza outros processos.

Os benefícios “técnicos” do eletrodo revestido também são muitos. Ele proporciona, ao mesmo tempo, o metal de adição e a atmosfera de proteção, de modo que não se torna necessário o uso de gases de proteção auxiliares ou fluxos granulares. O tamanho e peso do eletrodo também favorece a soldagem em áreas de difícil acesso. É uma prática comum dobrar os eletrodos e usar espelhos para aplicação em pontos cegos.

Além destas vantagens, o processo é menos sensível a correntes de ar, é indicado para metais e ligas de uso mais comum.

Por fim, pode-se dizer que o processo de soldagem com Eletrodo Revestido apresenta resultados excelentes e rápidos, com alta confiabilidade e flexibilidade, podendo ser aplicado a uma variedade de configurações de juntas e posições de soldagem.

 

Limitações da Soldagem com Eletrodo Revestido

Embora atue com uma grande quantidade de metais, o processo de soldagem com eletrodo revestido não pode ser aplicado em metais que apresentam baixo ponto de fusão, como chumbo, estanho, zinco e suas ligas.

Por conta do ponto de fusão reduzido, os metais acabam se vaporizando diretamente após o estado sólido quando submetidos ao calor intenso que é produzido no arco.

Outra limitação é em relação aos metais reativos como titânio, zircônio, tântalo e nióbio. A proteção proporcionada por este processo não é suficiente para evitar a contaminação do cordão de solda, inviabilizando a aplicação dos metais citados. A taxa de deposição neste processo é menor, se comparada a processos que utilizam gases de proteção ou arames tubulares.

Outra limitação é que, uma vez que os eletrodos revestidos são produzidos e usados em comprimentos de pequeno a médio, os quais conduzem corrente a partir do momento em que o arco é iniciado até o que o eletrodo encontra-se praticamente consumido, eles estão sujeitos ao aquecimento por resistência. A quantidade de calor convertido pelo eletrodo é função da magnitude da corrente, da resistência elétrica do arame e do tempo de soldagem.

Se o eletrodo for muito comprido ou a corrente for muito alta, a quantidade de calor gerada pelo eletrodo usado na soldagem será excessiva. Após a soldagem ter sido iniciada, a temperatura da cobertura eventualmente alcançará uma faixa de valores que causará o seu rompimento prematuro. Esse rompimento provoca uma deterioração das características do arco e reduz o nível de proteção. Consequentemente, a soldagem precisará ser interrompida antes que o eletrodo seja completamente consumido. Portanto, é preciso ter sempre em mente que a corrente utilizada precisa estar numa faixa de valores aceitável, que não permita o superaquecimento do eletrodo e a quebra de sua cobertura.

Outra desvantagem é a perda da ponta do eletrodo, que é descartada. Essa perda afeta a eficiência, mas não a taxa de deposição. Maiores perdas, decorrentes do descarte dessa ponta, se traduzem diretamente em menor eficiência de deposição.

O valor do fator operador (ou seja, o tempo de arco expresso como uma fração porcentual do tempo total de trabalho do soldador) no caso da soldagem a arco com eletrodo revestido, geralmente é menor que o obtido por meio de processos que usam eletrodo contínuo.

Por fim, quando a junta soldada requer um grande volume de metal de adição, a combinação de baixos valores de taxa de deposição e menores valores do fator operador não favorece o uso do processo de soldagem a arco com eletrodo revestido. Nesses casos, a taxa de conclusão deveria ser muito baixa e o custo da junta soldada relativamente alta.

Fonte: Aventa – Locação e Venda de Máquinas de Soldagem